{"id":8686,"date":"2020-10-13T08:58:21","date_gmt":"2020-10-13T07:58:21","guid":{"rendered":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/porque-as-pessoas-tem-medo-de-fazer-apresentacoes\/"},"modified":"2025-02-18T16:06:31","modified_gmt":"2025-02-18T16:06:31","slug":"porque-as-pessoas-tem-medo-de-fazer-apresentacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/porque-as-pessoas-tem-medo-de-fazer-apresentacoes\/","title":{"rendered":"Porque as pessoas t\u00eam medo de fazer apresenta\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p>Quase todos j\u00e1 sentimos aquele desconforto de estar num palco ou \u00e0 frente de um grupo de pessoas que est\u00e1 ali para nos ouvir, certo? A garganta seca, o cora\u00e7\u00e3o acelera, as m\u00e3os ficam suadas, as folhas s\u00e3o endireitadas vezes sem conta, os nossos olhos fogem aos olhos dos outros. Enfim, por que raz\u00e3o sentimos medo de falar em p\u00fablico?<\/p>\n<p>A am\u00edgdala, uma estrutura do c\u00e9rebro associada \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, \u00e9 a principal culpada, pois \u00e9 a respons\u00e1vel por regular as respostas de defesa.\u00a0<a href=\"https:\/\/hbr.org\/2019\/09\/to-overcome-your-fear-of-public-speaking-stop-thinking-about-yourself\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Segundo este texto da \u201cHarvard Business Review\u201d<\/a>, \u00e9 preciso recuar \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria para compreender o fen\u00f3meno. \u00c9 que na altura os olhares que miravam os humanos eram tidos como uma amea\u00e7a. Eram porventura predadores que rondavam e amea\u00e7avam a exist\u00eancia humana. Aquela gente, que era quase gente como n\u00f3s, tinha medo de ser devorada. E \u00e9 a\u00ed que entra em a\u00e7\u00e3o a am\u00edgdala. \u00c0 decis\u00e3o que resulta da amea\u00e7a (fugir ou lutar) est\u00e3o associados ainda stress e ansiedade. O c\u00e9rebro magicou uma maneira de transferir esse medo de ser observado para o ato de falar em p\u00fablico. Ou seja, como diz aquela publica\u00e7\u00e3o norte-americana, a ansiedade ao falar em p\u00fablico est\u00e1 no nosso ADN, faz parte de n\u00f3s. \u00c9 como se fosse um ataque, uma amea\u00e7a \u00e0 nossa sobreviv\u00eancia. Por isso, por vezes e dependendo da pessoa, a resposta \u00e0 amea\u00e7a traduz-se em sinais f\u00edsicos: falta de ar, pele rosada e tremores. E depois, como o c\u00e9rebro aciona os alarmes todos para o perigo a que estamos expostos, montamos estrat\u00e9gias de defesa. L\u00e1 est\u00e1, como vimos antes, n\u00e3o olhar nos olhos dos que est\u00e3o a assistir \u00e0quela apresenta\u00e7\u00e3o, ou perdermo-nos em slides, ignorando totalmente que falamos para algu\u00e9m. Fica assim criada uma barreira entre o orador e a audi\u00eancia, o que prejudica a mensagem.<\/p>\n<p>Amansar a am\u00edgdala, como um bom amigo que diz a outro que est\u00e1 tudo bem, serenando tudo, pode passar por n\u00e3o nos focarmos em n\u00f3s, mas sim na audi\u00eancia. Como escreve a \u201cHarvard Business Review, \u00e9 tempo para aplicar a generosidade humana. Estamos ali para ajudar o p\u00fablico, certo? E, se isso n\u00e3o fosse positivo por si s\u00f3, \u00e9 uma estrat\u00e9gia para desligar os alarmes do c\u00e9rebro: ser generosos e amig\u00e1veis com quem nos escuta acalma os tais mecanismos de defesa, mostram v\u00e1rios estudos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 mais solu\u00e7\u00f5es. Segundo o livro \u201cIconoclast\u201d, do neurocientista Gregory Berns, h\u00e1 uma maneira de inibir a am\u00edgdala: \u201cH\u00e1 cada vez mais provas neurobiol\u00f3gicas de que, quando as pessoas reavaliam as circunst\u00e2ncias emocionais, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal fica online e inibe a am\u00edgdala\u201d. Traduzindo: a am\u00edgdala, a tal parte do nosso c\u00e9rebro que nos diz que temos de lutar ou fugir, \u00e9 mais facilmente domada quando reestruturamos os nossos pensamentos internos e transformamos o que \u00e9 negativo em positivo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/carminegallo\/2017\/05\/31\/the-cognitive-cure-for-stage-fright-according-to-neuroscience\/#1197f11400c2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explica este artigo da \u201cForbes\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>Aquela publica\u00e7\u00e3o norte-americana cita depois um artigo de investigadores da Universidade de Columbia que revelava que \u00e9 poss\u00edvel \u201cmudar a maneira como nos sentimos mudando a maneira como pensamos\u201d, o que leva \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias e danos emocionais de uma experi\u00eancia que teria tudo para ser angustiante. Para al\u00e9m de tentar respirar positivismo, h\u00e1 outras maneiras. No futebol antigamente, por exemplo, falava-se em \u201ctreino invis\u00edvel\u201d, que passava por avaliar comportamentos e decis\u00f5es, imaginar cen\u00e1rios e solu\u00e7\u00f5es e ainda levar um estilo de vida saud\u00e1vel. Quem responde a perguntas pode tamb\u00e9m imaginar o que o outro vai perguntar. Estar preparado, diminuir a imprevisibilidade, permite baixar os n\u00edveis de ansiedade. A professora de Psicologia do Human Performance Lab da Universidade de Chicago, Sian Beilock, j\u00e1 demonstrou algumas partidas que a mente prega. Na Ted Talk em cima, esta ex-guarda-redes conta que tremeu e falhou quando, apesar de estar no seu melhor, soube que o selecionador estava por ali. Sabia que estava a ser avaliada e por isso ficou cada vez mais preocupada, concentrada, a pensar no que estava a fazer, quase em <em>slow motion<\/em>, calculando as consequ\u00eancias de tudo e de eventuais erros. E lembrou que muitas vezes, seja a jogar futebol ou a falar em p\u00fablico ou at\u00e9 numa entrevista de emprego, quando nos preparamos para aquela atividade nunca o fazemos no ambiente real. Por isso, outra vez, os alarmes de perigo e de amea\u00e7a \u00e0 nossa sobreviv\u00eancia s\u00e3o acionados, pois n\u00e3o estamos habituados ao que estamos a vivenciar ou prestes a vivenciar. No seu livro, \u201cChoke\u201d, explicou que colocamos demasiada press\u00e3o em n\u00f3s pr\u00f3prios e demonstrou que uma apresenta\u00e7\u00e3o pode ser totalmente destru\u00edda \u201cquando preocupa\u00e7\u00f5es e d\u00favidas invadem o c\u00e9rebro\u201d. Mais: \u201cAntecipa\u00e7\u00f5es de um evento, e especificamente antecipa\u00e7\u00f5es de outros a julgarem-nos, \u00e9 suficiente para colocar press\u00e3o mesmo antes de se chegar ao palco\u201d. Agora que sabemos um pouco melhor porque nos sentimos amea\u00e7ados quando vamos falar em p\u00fablico, e agora que tamb\u00e9m sabemos que h\u00e1 uma maneira de contornar ou trabalhar esse instinto de sobreviv\u00eancia, colocamos de seguida <a href=\"https:\/\/www.inc.com\/brent-gleeson\/20-tips-for-mastering-art-of-public-speaking.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a lista da Inc com 20 dicas<\/a>\u00a0para dominar a arte de falar em p\u00fablico:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0conhecer a audi\u00eancia;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0ensaiar, ensaiar, ensaiar;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0praticar com distra\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0encontrar um estilo;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0conhecer o ambiente (e o palco);<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0testar equipamento;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0praticar em frente a um espelho;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0usar todas as oportunidades para falar (pode ser um grupo de amigos);<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0praticar linguagem corporal e movimentos;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0abrandar (apresenta\u00e7\u00f5es aceleradas transmitem inseguran\u00e7a);<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0fazer contacto visual;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0saber bem do que falamos;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0fazer longas pausas;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0praticar tom e proje\u00e7\u00e3o de voz;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0recorrer a humor e emo\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0prepara\u00e7\u00e3o mental;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0fazer desporto antes de uma apresenta\u00e7\u00e3o (para libertar stress e ansiedade);<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0mostrar confian\u00e7a;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0n\u00e3o ultrapassar o tempo previsto;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pedir feedback.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simple point-and-shoot digital cameras can give surprising quality when they have the right lenses and sensors. Because they are totally automatic in focus and exposure, they just have to be pointed at a subject and clicked. They have limited capabilities for controlling the image, although even very inexpensive cameras often have white balance controls. <\/p>","protected":false},"author":7,"featured_media":5448,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[10,15],"class_list":["post-8686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apresentacoes","tag-format","tag-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8686"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10493,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8686\/revisions\/10493"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}