{"id":8663,"date":"2021-04-26T18:10:07","date_gmt":"2021-04-26T17:10:07","guid":{"rendered":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/uma-apresentacao-deve-girar-a-volta-de-uma-ideia-sabe-porque\/"},"modified":"2025-02-18T15:41:05","modified_gmt":"2025-02-18T15:41:05","slug":"uma-apresentacao-deve-girar-a-volta-de-uma-ideia-sabe-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/uma-apresentacao-deve-girar-a-volta-de-uma-ideia-sabe-porque\/","title":{"rendered":"Uma apresenta\u00e7\u00e3o deve girar \u00e0 volta de uma ideia. Sabe porqu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 a pior not\u00edcia numa apresenta\u00e7\u00e3o? Provavelmente aquela que indica que a audi\u00eancia ficou baralhada, pouco esclarecida ou sem perceber qual era a principal mensagem do orador. Um<em>\u00a0pitch<\/em>\u00a0deve informar, seduzir e esclarecer. Intrigar ou despertar a curiosidade, se quisermos. E h\u00e1 uma t\u00e9cnica simples para o conseguir: escolher uma mensagem principal, uma esp\u00e9cie de\u00a0<em>slogan<\/em>, uma ideia que se vai repetindo ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o. Peguemos no exemplo de um dos gurus desta arte, Steve Jobs. Algo muito \u00fatil, eficaz, \u00e9 escolher-se uma curta frase para descrever ou representar o produto\/servi\u00e7o. Jobs, <a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/carminegallo\/2012\/10\/04\/11-presentation-lessons-you-can-still-learn-from-steve-jobs\/?sh=3f99edc6dde3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explica este artigo da \u201cForbes\u201d<\/a>, usava a t\u00e9cnica \u201ctwitter-friendly headline\u201d, uma frase curtinha que resume o produto e que facilmente entra na cabe\u00e7a de quem est\u00e1 a ouvir. Certa vez, na apresenta\u00e7\u00e3o do iPhone, o g\u00e9nio por tr\u00e1s da Apple tinha um slide com apenas esta frase: \u201cApple reinvents the phone\u201d. Ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o foi repetindo aquela frase, que j\u00e1 n\u00e3o bastava entrar pelos olhos como passou a soar bem ao ouvido. A \u201cForbes\u201d procurou essa frase no Google e encontrou 25 mil resultados e links, uma grande parte diziam respeito a artigos e blogs que cobriram aquela apresenta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o era s\u00f3 Steve Jobs a garantir que a Apple tinha reinventado o telefone como o conhecemos, tamb\u00e9m a comunidade que navega naquela \u00e1rea j\u00e1 recorria \u00e0 mesma frase, como que validando tudo. Um sucesso de comunica\u00e7\u00e3o portanto.<\/p>\n<p>Esta t\u00e9cnica de colocar o universo da apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 volta de uma ideia \u00e9 \u00fatil tamb\u00e9m para o orador, n\u00e3o s\u00f3 durante o\u00a0<em>pitch<\/em> como tamb\u00e9m na altura de o preparar, pensar e escrever. Quanto menos gorduras, mais foco. \u00c9 o chamado ir ao osso. Se o tema der liberdade para divaga\u00e7\u00f5es, a narrativa torna-se muitas vezes selvagem, indom\u00e1vel, imprevis\u00edvel. \u00c9 o oposto do que queremos. Um orador disperso ganha uma audi\u00eancia dispersa, que eventualmente desligar\u00e1. Um erro t\u00edpico de oradores e facilmente evit\u00e1vel \u00e9 a antecipa\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es da audi\u00eancia, respondendo a v\u00e1rias coisas ao mesmo tempo, criando um excesso de informa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de gerir. Depois vem a tenta\u00e7\u00e3o para tornar o assunto ainda mais complexo, \u00e0s vezes por quest\u00f5es de ego outras porque \u00e9 o seu jarg\u00e3o, a forma como sempre falou e ouviu, afastando sem perceber quem o est\u00e1 a ouvir. L\u00e1 est\u00e1, mais uma vez, uma ideia, uma mensagem, um\u00a0<em>slogan<\/em>, sem gorduras, ajudar\u00e1 a manter o foco no tema. Mais tarde, se vierem as quest\u00f5es, muito bem, tenta-se descodificar o que \u00e9 necess\u00e1rio. Uma dica: normalmente quando a audi\u00eancia n\u00e3o percebe algo, a responsabilidade \u00e9 do orador. Nunca \u00e9 demais diz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Um\u00a0<em>slide<\/em>, uma mensagem forte. O conte\u00fado do mesmo dever\u00e1 ser quase inteiramente visual, sem texto, no limite a tal ideia chave ou, se houver necessidade de expandir o tema, criar <em>slides<\/em>\u00a0com subtemas. O\u00a0<em>slide\u00a0<\/em>acompanha o orador, n\u00e3o o substitui. O objetivo \u00e9 eliminar o ru\u00eddo, dar import\u00e2ncia \u00e0 mensagem, ao que se diz, deixando a tal\u00a0<em>twitter-friendly headline<\/em>\u00a0a cintilar pela sala. Voltando a Steve Jobs, o norte-americano contava em m\u00e9dia com 40 palavras por\u00a0<em>slide<\/em>, embora muitos deles nem 20 palavras tinham. Eram sempre simples, essencialmente para os olhos. N\u00e3o era tanto uma muleta mas antes um \u201c\u00e9 isto que somos\u201d. Sem esquecer as hist\u00f3rias, claro. \u201cEm 1984, a Apple anunciou o primeiro Macintosh. N\u00e3o mudou apenas a Apple, mudou toda a ind\u00fastria dos computadores. Em 2001, anunci\u00e1mos o primeiro iPod. N\u00e3o mudou apenas a maneira como ouv\u00edamos m\u00fasica, mudou toda a ind\u00fastria musical\u201d, disse Jobs no lan\u00e7amento de um iPhone. A mensagem tinha a virtude de demonstrar o impacto das cria\u00e7\u00f5es da empresa, localizando-nos no tempo, quase que a funcionar como promessa de estarmos a fazer parte de uma revolu\u00e7\u00e3o impar\u00e1vel. A mensagem \u00e9 simples, clara. Vender uma ideia e contar hist\u00f3rias s\u00e3o sin\u00f3nimos de seduzir o outro, e por isso mesmo deve haver sempre uma mensagem primordial.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma frase atribu\u00edda a Albert Einstein que resume todo este tema: \u201cSe n\u00e3o consegues explicar com simplicidade, ent\u00e3o n\u00e3o percebes o suficiente do assunto\u201d. V\u00e1, em ingl\u00eas soa melhor: \u201cIf you can\u2019t explain it simply, then you don\u2019t understand it well enough\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simple point-and-shoot digital cameras can give surprising quality when they have the right lenses and sensors. Because they are totally automatic in focus and exposure, they just have to be pointed at a subject and clicked. They have limited capabilities for controlling the image, although even very inexpensive cameras often have white balance controls. <\/p>","protected":false},"author":7,"featured_media":5756,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[15],"class_list":["post-8663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apresentacoes","tag-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8663"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8663\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10473,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8663\/revisions\/10473"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/slidelabpresentations.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}